Ouvidor Geral 09-09-2024

Ouvidor Geral” para o Nova Primeira Edição de 09-09-2024 – Geraldo Câmara

OS CARROS ELÉTRICOS

Não tenho absolutamente nada contra os carros elétricos que, sem dúvida estão fazendo uma revolução no mundo e diminuindo a emissão de carbono o que já reflete e muito, a sua necessidade em todo o planeta. E vamos e venhamos essa revolução tecnológica, absolutamente necessária surge com mais intensidade até depois que a terra vem apresentando o aumento da temperatura e outras coisas mais prejudicando sobretudo a saúde da população. O que acho ainda que está errado é a colocação do carro adiante dos bois. A avalanche da modalidade, aceita por gregos e troianos esqueceu de um elemento principal que são os postos de carregamento, principalmente nas estradas brasileiras. O carro elétrico, o nome está dizendo, não anda se as baterias não estiverem devidamente carregadas. E como fazê-lo em viagens se a infraestrutura para tal ainda não andou na velocidade que precisaria? Mesmo nas cidades, como abastecer se os condomínios de prédios ainda não se adaptaram e não permitem, com razão, que cada um faça do jeito que quer ignorando as regras coletivas? São todos esses pontos que encontrarão solução, sem dúvida, mas que ainda podem prejudicar a produção e as vendas dos bem vindos carros elétricos.

DESTACÔMETRO

Meu amigo, Celso Ribas que já trabalhou conosco no Tribunal de Contas de Alagoas e que hoje é o Gerente de Projetos do Detran de Brasília merece hoje e sempre o nosso destaque pela multiplicidade de ideias que mantém e distribui.

PÍLULAS DO OUVIDOR

Caravana de serviços da Equatorial desembarca nos municípios de Cajueiro e Canapi na próxima terça-feira(10). Durante a ação, clientes inscritos na Tarifa Social terão a oportunidade de concorrer ao sorteio de geladeiras modernas e econômicas.

A Secult divulgou a programação completa do 6º Festival de Música Popular Em Cantos de Alagoas. O evento, conhecido por promover a cultura musical local, proporcionará uma plataforma para artistas alagoanos exibirem seus talentos com músicas inéditas.

A fase eliminatória está marcada para os dias 8, 15 e 18 de setembro, enquanto a grande final está programada para o dia 20 de setembro. Todas as apresentações acontecerão no auditório do Centro de Inovações do Jaraguá, em Maceió.

Promover e conscientizar sobre segurança viária. Com esse objetivo, o Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran) participou, na última quarta-feira (4), do II Encontro de Coordenação dos Órgãos do Sistema Nacional de Trânsito em Alagoas.

Realizado na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL). Durante o evento, o Detran falou sobre as iniciativas aplicadas para educar a população quanto ao trânsito o que cada vez mais se torna uma necessidade social.

A Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev) tem intensificado os esforços para promover uma cultura de paz entre as crianças e os adolescentes de Alagoas, ampliando o número de ações de conscientização e prevenção nas escolas do estado.

Em 2024, a iniciativa já beneficiou quase seis mil alunos de escolas públicas estaduais, municipais e privadas de Maceió e do interior. O objetivo é construir um ambiente mais seguro para os estudantes.

Marcelo Bastos (foto), o analista político que sabe onde tem o nariz e que nessa época de eleições analisa tudo com muito apuro e verdade esteve conosco em recente Bartpapo e deitou falação em todos os bons sentidos.

ABRAÇOS IMPRESSOS

Os abraços vão bem calorosos para nossa querida Secretária da Fazenda, Renata dos Santos que conduz as questões financeiras do estado de Alagoas com muito discernimento e conhecimento de causa. Sem contar o eterno sorriso e bom humor.

TEM BOI NO CLIMA

Geoberto Espírito Santo

Na Guerra Fria, a corrida armamentícia movia a economia mundial. A antiga URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) e os Estados Unidos disputavam a primazia de enviar o homem ao cosmos e quem seria o primeiro astronauta a pisar no solo lunar. As superpotências procuravam se “defender” construindo o maior arsenal possível de mísseis nucleares. Com a queda do Muro de Berlim, a Rússia ficou separada das outras repúblicas socialistas soviéticas e a grande questão passou a ser quem iria movimentar a nova economia mundial.

O cientista político e economista norte-americano, Francis Fukuyama, escreveu o seu famoso artigo “O Fim da História”, na revista National Interest, e três anos após, lançou o livro “O Fim da História e o Último Homem”. Passou por Platão, Nietzsche, Kant e Hegel para revigorar que naquele momento estava havendo a vitória do livre capitalismo de mercado e que a difusão mundial das democracias liberais estaria sinalizando o fim da evolução sociocultural da humanidade.

Teses e mais teses ainda hoje são discutidas para dar resposta à nossa realidade geopolítica. A ascensão da China como grande potência mundial, a invasão da Ucrânia pela Rússia, a Índia emergindo como o país mais populoso do mundo, a guerra de Israel com a Palestina/Hamas, o temor da entrada de países do Oriente Médio nesse combate, e uma polarização política tendendo para uma radicalização extrema e conflitos generalizados.

O poder mundial vitorioso daquela época decidiu que a tese do aquecimento global movimentaria a economia e, na geopolítica, as fontes renováveis de energia. Apesar de sua tecnologia ser dominada por poucos, sol e ventos estão disponíveis em todos os países na busca política da disseminação da democracia. Essas fontes de “energia limpa” deveriam substituir os combustíveis fósseis, petróleo e gás natural, energéticos produzidos em países quase sempre praticantes de regimes políticos fechados e/ou autoritários, e o carvão.

O IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática), órgão ligado à ONU (Organização das Nações Unidas), passou a defender a tese que as emissões de gás carbônico (CO 2) antropogênicas era a responsável pelo aquecimento global. Outro grupo de cientistas argumenta que as emissões humanas representam apenas 3% das emissões totais e que a variação da atividade do Sol, que da máxima para a mínima passa 90 anos, é quem controla o clima, com grande influência dos fluxos naturais dos oceanos, polos, vulcões e vegetação.

O CO 2 é responsável por 74,4% das emissões globais, ficando os 17,6% restantes de responsabilidade do metano (CH 4 ), que também contribui para o efeito estufa de forma diferente porque seu tempo de vida na atmosfera é curto. Enquanto o metano dura cerca de 20 anos na atmosfera, cerca de 20% do gás carbônico emitido pode ultrapassar os 100 anos. No período de 20 anos, o metano é 86 vezes mais poderoso que o gás carbônico e 34 vezes em um século. Ele também contribui significativamente na formação do ozônio ao nível do solo, responsável por um milhão de mortes prematuras por ano em todo o planeta.

No crescimento exponencial da população na Terra, o processo de desenvolvimento econômico e a migração para as cidades estimularam uma demanda sem precedentes da proteína animal, muito embora um terço dos 8 bilhões no mundo ainda passe fome. Se considerarmos uma alimentação diária de 2.000 calorias, esse 1/3 de famintos poderia ser alimentado pelo desperdício de 1/3 do topo da pirâmide de renda. Em 2022, foram emitidos 52 bilhões de toneladas de gás carbônico no mundo, enquanto o metano registrou 364 milhões de toneladas. Desde a chamada Era Pré-Industrial, o CH 4 responde por cerca de 30% do aquecimento global e está avançando rapidamente.

Das emissões antropogênicas, quem mais libera metano para a atmosfera é o setor da agropecuária (40%), seguido pela energia (35%) e pelos resíduos (20%). Na agropecuária, não só pelo processo digestivo dos ruminantes, mas também pela gestão do esterco e pelo cultivo de arroz em casca. Ao se alimentarem, no estômago de bois e vacas existem micróbios que ajudam a quebrar a comida liberando hidrogênio e dióxido de carbono, quando uma enzima faz uma combinação desses gases para formar o metano.

A maior concentração atmosférica global de metano havia sido registrada em 2020, sendo que doze países, dentre eles o Brasil, são responsáveis por dois terços dela. Segundo dados do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa), em 2021, os rebanhos no Brasil foram responsáveis por 65% do metano liberado para a atmosfera no país. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e a Coalizão Clima e Ar Limpo, seria de fundamental importância para o atingimento das metas relativas às mudanças climáticas que as emissões de metano provenientes da agricultura fossem reduzidas.

As flatulências dos bois, cabras, ovelhas e outros animais, como o arroto e o pum, são emissores de metano e poderão estar sujeitos a serem taxados a partir de 2030.

Encontra-se no Parlamento da Dinamarca um projeto de lei cujo objetivo é taxar as emissões de metano causadas pelo gado. Segundo dados da agência Reuters, a Dinamarca é um grande exportador de carnes e laticínios e essa atividade emissora de CH 4 é também a maior de CO 2 naquele país, que tem uma meta de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 70%, comparadas aos níveis de 1990. Fico imaginando como será fazer uma justa medição dessas emissões.

Apesar de vultosos investimentos globais em solares e eólicas, as emissões de CO 2 apresentaram um recorde de 425,38 ppm em março/2024, tendo como pano de fundo não ultrapassar o limiar climático de 1,5°C até 2100. Mas, como disse o economista britânico John Maynard Keynes, “no longo prazo estaremos todos mortos”. Para quem vive na pobreza energética, o longo prazo foi ontem, razão pela qual a transição energética tem que ser justa e segura. Está na hora de serem traçadas metas decenais palpáveis, visando não só eliminar a pobreza energética, mas também alocando recursos para proteger a população dos efeitos das mudanças climáticas.

Geoberto Espírito Santo (Personal Energy da GES Consultoria, Engenharia e Serviços)

Ouvidor Geral 02-09-2024

“Ouvidor Geral” para o Novo Primeira Edição de 02-09-2024 – Geraldo Câmara

QUAIS SÃO AS IDEOLOGIAS POLÍTICAS DO BRASIL?

O país tem um sem número de partidos e aí vem a grande pergunta: como é que podem existir tantas ideologias, tantas razões de ser para que partidos sejam fundados, a não ser que sejam grandes negócios, tanto políticos, como financeiros? E, por que não? O caminho que está sendo mal seguido deve ser este. Uma estrada que não é percorrida pelo povo e que simplesmente faz com o que o povo siga comprometimentos dos quais não compartilha e não sabe compartilhar. Houve tempo em que o Brasil tinha o comunismo, o integralismo, o trabalhismo, o socialismo. Algumas ideologias, discutíveis ou não, mas que traçavam fronteiras nítidas entre os poucos partidos da época. Hoje não se sabe nada, não se encontram fundamentos ideológicos e até mesmo proposições, com raras e honrosas exceções. Como tentar, então, fazer com que a população aprenda a votar, busque entender a complexidade política e saiba escolher entre tantos joios e trigos que existem por aí? Difícil, muito difícil, porque a identidade política do país ainda não foi configurada e as gerações mais recentes ainda buscam por essa identidade como se perdidos ainda estivessem nas estradas, “sujas” ou não. Vamos crescer, vamos somar, vamos encontrar os caminhos políticos deste país. É o que desejamos para esta e para as próximas gerações.

DESTACÔMETRO

O destaque da semana vai para a iluminada radialista Floracy Cavalcante, a rainha do rádio alagoano. No Dia do Maçom ela recebeu a Comenda Moacyr de Carvalho Ribeiro e foi homenageada e aplaudidíssima por todos os que lotaram o auditório de TCE naquela noite.

PÍLULAS DO OUVIDOR

Como era de se esperar o Brasil está fazendo um furor nas Paralimpíadas e conquistando medalhas, uma atrás da outra. Parece que os que têm algum tipo de deficiência lutam muito mais pelo que querem. Força de vontade acima de tudo.

E é aí que provocamos atletas e dirigentes em relação aos saudáveis que precisam ter mais garra e sobretudo mais atenção por parte das autoridades que precisam investir cada vez mais no esporte.

A Seprev) participou de um evento em alusão ao Agosto Lilás. Com o tema “Feminicídio Zero – Nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada”, o encontro reuniu profissionais que atuam no atendimento, assistência e monitoramento de demandas relacionadas a mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

O espetáculo de dança “Cheia”, interpretado por Joelma Ferreira foi a atração alagoana da edição de Pernambuco do Festival Cena Nordeste. A apresentação ocorreu no sábado (31) no Teatro Fernando Santa Cruz, localizado no Mercado Eufrásio Barbosa, em Olinda.

A obra, que é estruturada pelos três “Ps”: Poder, Prazer e Política, reflete sobre a relação entre mulheres negras, filhas de Oxum, e o chão em que vivem, explorando a conexão entre o corpo- território e as águas que o inundam.

Há 16 anos atuando na criação e apoio a projetos, pesquisas e políticas públicas de cultura digital em todo o país, o LabHacker – Laboratório Brasileiro de Cultura Digital abre, em Maceió, um novo espaço de inovação cidadã.

A sede foi inaugurada no sábado (31), na Rua Pedro Paulino, 179, no bairro do Poço. A associação chega fisicamente ao Nordeste com o propósito de ampliar o acesso às tecnologias sociais.

Puxando a brasa para minha sardinha e orgulhosíssimo da Comenda recebida das mãos do Grão Mestre da Maçonaria em Alagoas, Otávio Lessa (foto). Meu amigo irmão, uma das melhores almas que conheci em minha vida.

ABRAÇOS IMPRESSOS

É com muito prazer que envio o meu abraço ao grande comunicador que é Gilvan Nunes e a sua esposa. Gilvan foi um dos homenageados no dia do Maçom e recebeu também a honrosa Comenda, primeira da Maçonaria em Alagoas.

A CURVA DO PATO

GEOBERTO ESPÍRITO SANTO

Temos uma potência instalada para geração de eletricidade no Sistema
Interligado Nacional (SIN) de 225.000 MW, para uma demanda máxima de 90.060
MW registrada na semana passada. As principais fontes de geração da nossa matriz
elétrica (não confundir com matriz energética) que compõem esse total são as
seguintes: hidrelétrica (62%); eólica (12%); gás natural (6%); bagaço de cana (4,7%);
solar (4,4%); nuclear (2%); carvão (1,2%); para completar os 100% existem a lixívia,
óleo diesel, PCHs (pequenas centrais hidrelétricas) e outras renováveis. Portanto, em
potência instalada, temos energia de sobra para o atendimento ao mercado consumidor.
Todas as fontes são importantes, mas vale salientar que cada uma tem características
próprias.
As hidrelétricas podem funcionar todo o tempo, desde que as afluências sejam
suficientes para o enchimento dos reservatórios. Chuva que cai fora da bacia dos rios
não vai fazer parte do armazenamento das hidros. As eólicas não funcionam o tempo
todo e, quando estão em operação, sua intensidade é maior no período noturno. Apesar
dos modelos matemáticos e estatísticas, não se sabe exatamente quando começam ou
param de gerar. Térmicas a gás natural podem funcionar o tempo todo e serem ligadas
de forma rápida, mas sua operação é mais cara e poluente. As usinas solares só geram
durante o dia e sua intensidade depende da hora. As que usam biomassa só funcionam
integralmente nos 6 meses da safra da cana-de-açúcar. As nucleares produzem energia
firme o tempo todo, mas seu custo é alto e não têm flexibilidade operacional. As
térmicas a carvão podem operar o tempo todo, mas também são caras e mais poluentes
do que as que usam o gás natural.
Desde abril de 2024, a segurança do abastecimento de energia elétrica na “hora
da ponta” do sistema vem preocupando o Operador Nacional do Sistema Elétrico
(ONS). Por causa do calor no verão e o intenso acionamento de aparelhos de ar
condicionado, essa “hora da ponta” vem ocorrendo no período das 14h às 16h nos
meses de janeiro e fevereiro. No restante do ano, essa maior demanda acontece entre
18h e 20h, período em que as solares já deixaram de produzir e as eólicas ainda não
estão gerando com sua potência máxima. Atualmente essa diferença é de 40.000 MW,
ou seja, de 17,8% do total da potência instalada. Esse tipo de comportamento é
conhecido como a “curva do pato” e o déficit precisa ser rapidamente coberto por
hidrelétricas e/ou térmicas, a depender de onde a demanda estiver sendo solicitada.
Para não ter maiores reflexos nas tarifas, o ONS deve saber quais usinas estão
disponíveis para o despacho e quanto custa essa disponibilidade, uma “ordem de
mérito” econômico utilizada para autorizar a entrada em operação.
A onda de calor e as queimadas na região Norte afetaram os rios da Amazônia e
o menor volume de água atingiu a geração das usinas de Santo Antônio, Belo Monte e
Jirau, hidrelétricas consideradas estruturantes para o SIN. Na semana passada, a
geração média foi de 2.976 MW, quando no mesmo período de 2023 foi registrado
3.703 MW. Nesse tempo, a demanda média aumentou naquela região, passando de
8.274 MW para 8.297 MW. Na semana passada, a geração solar total no Brasil

entregava em torno de 30.000 MW entre o meio-dia e as 13h, caindo para 50 MW às
18:30h, valor que já inclui a geração nos painéis solares instalados nas residências dos
consumidores. Às 18:44h, a demanda do país registrava 90.060 MW.
O preço da energia no mercado atacadista, que é o PLD (Preço de Liquidação de
Diferenças), passou de R$ 124/MWh para R$ 342/MWh, cujos reflexos vão aparecer
no custo de quem está no mercado livre precisando de energia para atendimento às
suas necessidades contratuais e para os consumidores do mercado cativo por causa do
acionamento da bandeira tarifária amarela, ou até a vermelha. A preocupação com esse
cenário foi detectada através da troca de ofícios entre o Operador Nacional do Sistema
Elétrico (ONS), o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Agência Nacional de
Energia Elétrica (ANEEL). Essa dificuldade deve aumentar em outubro, quando a
temperatura começa a crescer fazendo a demanda subir e as chuvas de
novembro/dezembro ainda não começaram a recompor os reservatórios.
O crescimento da demanda e a abertura para um mercado totalmente livre
tendem a levar a expansão do sistema a ser feita com renováveis, que são
intermitentes, sendo que 80% tende a ser pela fonte solar. Recentes estudos feitos pela
Empresa de Pesquisa Energética (EPE) já identificaram a necessidade de uma potência
adicional no sistema de 5.500 MW em 2028 de fontes “despacháveis”, ou seja, aquelas
que podem ser acionadas a qualquer momento. Nesse caso, não são consideradas as
fontes eólica e solar por serem intermitentes e dependerem das condições climáticas
para gerar energia. Portanto, a regulação existente e a intermitência são fatores
baseados nos quais as termelétricas continuarão sendo cruciais para a segurança no
abastecimento nos períodos de baixa produção das fontes renováveis.
Uma das soluções para essa questão, adotada em vários países, é o programa
Resposta da Demanda, válido somente para consumidores de grande porte. O operador
do sistema, sabendo que será necessário ligar térmicas com custo variando entre R$
800/MWh e R$ 2.000/MWh, entra em contato com as indústrias perguntando se elas
podem tirar carga na hora da ponta, em lotes de 5 MW, por no mínimo 4 horas.
Certamente que a empresa teria que parar sua produção ou realocá-la para fora da hora
da ponta, ou até mesmo fazer adaptações na sua produção para responder ao programa
se quer participar. Funciona assim: ao invés de acionar uma térmica que custa R$
800/MWh, o operador oferece R$ 600/MWh para a indústria tirar carga na hora da
ponta do sistema elétrico. A empresa vai para a “ponta do lápis” calcular se sai mais
barato parar a produção por alguns dias e se pode oferecer o corte de carga para
diminuir o uso das térmicas.
De novembro de 2023 a julho de 2024, o ONS já aprovou 185 ofertas de 25
empresas, totalizando 112 MW, uma prova que há espaço para prosseguir com essa
estratégia de redução dos custos do sistema. O governo brasileiro não gosta de
divulgar esse programa, para não dar a impressão que estamos à beira de um
racionamento.

Geoberto Espírito Santo
Personal Energy da GES Consultoria, Engenharia e Serviços

Ouvidor Geral 19-08-2024

“Ouvidor Geral” para o Nova Primeira Edição de 19-08-2024 – Geraldo Câmara

O PAÍS DO TALVEZ

Problema sério. Falta de personalidade? Falta de afirmação? Falta de saber o que está fazendo? Na verdade é falta de muita coisa, principalmente com a questão da insegurança que norteia os trabalhos do país, do que procura acertar, mas está sempre com uma pulga atrás da orelha se perguntando. Será que vai dar certo? Talvez. Façam, meus amigos, uma pesquisa simples. Saiam perguntando coisas, buscando afirmações e verão que na maioria das respostas o “talvez” estará presente. Será que o meu time vai ganhar a partida? Claro! Mas “talvez” precise fazer isto ou aquilo para evitar o gol do adversário. Na verdade, o “talvez” é uma fuga. Uma maneira de encontrar no dicionário a palavra certa para disfarçar nossa insegurança, nossas fraquezas, nossos medos em assumir nossos erros. O “talvez” é a melhor desculpa que achamos para fugirmos de decisões importantes porque nela “talvez” encontremos a fórmula da fuga. Ou não. Quem sabe? “Talvez” alguém saiba mas “talvez” não queira dizer. Se fossemos mosquinhas indiscretas e pudéssemos entrar nos lugares mais importantes onde as histórias do país acontecem possivelmente seríamos os descobridores da palavra mais falada por políticos. Afinal, eles são a base das conjecturas, das falácias e não das falas. Eles são a base do disse me disse. Ou será do disse não disse? Com eles veríamos que as grandes decisões são enfeitadas durante todo o tempo de uma série de “talvez” que mudam os sentidos da língua falada por eles que é o politiquês. Porque é exatamente aí, nos gabinetes, nos salões, nos bares escondidos que “talvez” nossos destinos sejam traçados. Talvez!!! Se o “talvez” fosse utilizado apenas para dirimir dúvidas, tudo bem. Mas o fato é que ele é utilizado para cobrir dúvidas. “Eu não disse que daria certo”. Eu disse que “talvez” fosse um sucesso. Mas não foi. Então, tudo está passível de desculpa porque foi avisado que “talvez” não desse certo. O “talvez”, talvez seja uma das palavras mais medíocres da língua portuguesa. E o será também em qualquer língua porque ela é um escudo, uma proteção descabida de quem pensa que sabe o que está fazendo e não sabe nada. Uma incrível fuga pelo idioma e que serve para tudo sem que se admita contestação. Isso porque, quem diz “talvez” não disse nada e para ele disse tudo o que era possível. Neste momento, o país vive e viverá um dos mais importantes momentos de sua existência, posto que a cada ano eleitoral as vidas de todos nós estão em jogo. Se os candidatos aos postos importantes estão prontos, realmente não o sabemos. Porque todas as suas propostas têm o sentido do “talvez”. Ninguém é totalmente afirmativo nem totalmente negativo. A dúvida fica a pairar na cabeça dos eleitores com um enorme “talvez” que simplesmente quer dizer nada. Não sei de nada, ninguém disse nada, apenas a esperança de “talvez”. É por isso que, infelizmente repetimos e sempre repetiremos que vivemos mais do que nunca na fantasia do país do “talvez”.

DESTACÔMETRO

O destaque vai para a competente e bonita alagoana, Belle Acioly, filha de Gigi e do saudoso Vasconcellos. Ela que, hoje, vem trabalhando ativamente no estado de São Paulo, como “blogger” e como a boa jornalista que é.

PÍLULAS DO OUVIDOR

Próximo dia 23, sexta-feira, no auditório do TCE-AL, o Grão Mestre da Maçonaria em Alagoas, Otávio Lessa estará comandando uma comemoração pelo dia do Maçon. A solenidade, aberta tem a finalidade de abrir cada vez mais as portas da entidade.

O desmistificar da Maçonaria que, no Brasil acontece desde o século XVII é exatamente para mostrar que todo o mistério que a cercava não tem mais sentido no Brasil moderno. Afinal, ela, a Maçonaria é responsável por grandes atos sociais.

Buscar cada vez mais a participação da sociedade na educação escolar pode e deve ser uma grande meta para os responsáveis por políticas públicas. Criar novas cadeiras, práticas e do dia a dia davida deve realmente estar na cabeça de todos.

Mas que fantástico “imbroglio” essa questão das eleições na Venezuela. O presidente Lula declarou em alto e bom som que “ainda” não aceita o resultado apresentado por Maduro. Ele está certo e ajudar a colocar ordem por lá é dever de todos os sul-americanos.

Próximo dia 28 começam as Paralimpíadas em Paris, a competição voltada para as pessoas com deficiência. O evento, em outros anos tem mostrado que o Brasil sempre se saiu bem e até melhor do que no evento natural e tradicional. Então, vamos torcer por nossos atletas.

A prova inequívoca de que a música atual e já de alguns anos não funciona é a magia que se estabelece quando são divulgadas as das décadas de 70, 80 e 90. E até de décadas anteriores. As melodias repercutem e a magia da música resplandece.

E aí, quando nós dizemos que já não se fazem músicas como antigamente dizem que somos saudosistas e que estamos exagerando. E não é só aqui. É mundo afora e prova disto aconteceu agora nas Olimpíadas quando Celine Dion cantou um clássico fantástico.

Carla Teixeira (foto) é esposa do vice Grão-Mestre da Maconaria em Alagoas, e ela o é também como são denominadas as mulheres, “fraterna” da entidade. Faz parte de um grupo de mulheres que estão fazendo um belo trabalho Social no estado e desmistificando a Maçonaria.

ABRAÇOS IMPRESSOS

Os abraços impressos vão para o dinâmico diretor técnico da Escola de Contas, Perrôneo Tojal e que vem exercendo a função com enorme produtividade e resultados positivos para o Tribunal de Contas de Alagoas. Na foto em entrevista na nossa Rádio Senado Cidadã.