Ouvidor Geral 19-08-2024

“Ouvidor Geral” para o Nova Primeira Edição de 19-08-2024 – Geraldo Câmara

O PAÍS DO TALVEZ

Problema sério. Falta de personalidade? Falta de afirmação? Falta de saber o que está fazendo? Na verdade é falta de muita coisa, principalmente com a questão da insegurança que norteia os trabalhos do país, do que procura acertar, mas está sempre com uma pulga atrás da orelha se perguntando. Será que vai dar certo? Talvez. Façam, meus amigos, uma pesquisa simples. Saiam perguntando coisas, buscando afirmações e verão que na maioria das respostas o “talvez” estará presente. Será que o meu time vai ganhar a partida? Claro! Mas “talvez” precise fazer isto ou aquilo para evitar o gol do adversário. Na verdade, o “talvez” é uma fuga. Uma maneira de encontrar no dicionário a palavra certa para disfarçar nossa insegurança, nossas fraquezas, nossos medos em assumir nossos erros. O “talvez” é a melhor desculpa que achamos para fugirmos de decisões importantes porque nela “talvez” encontremos a fórmula da fuga. Ou não. Quem sabe? “Talvez” alguém saiba mas “talvez” não queira dizer. Se fossemos mosquinhas indiscretas e pudéssemos entrar nos lugares mais importantes onde as histórias do país acontecem possivelmente seríamos os descobridores da palavra mais falada por políticos. Afinal, eles são a base das conjecturas, das falácias e não das falas. Eles são a base do disse me disse. Ou será do disse não disse? Com eles veríamos que as grandes decisões são enfeitadas durante todo o tempo de uma série de “talvez” que mudam os sentidos da língua falada por eles que é o politiquês. Porque é exatamente aí, nos gabinetes, nos salões, nos bares escondidos que “talvez” nossos destinos sejam traçados. Talvez!!! Se o “talvez” fosse utilizado apenas para dirimir dúvidas, tudo bem. Mas o fato é que ele é utilizado para cobrir dúvidas. “Eu não disse que daria certo”. Eu disse que “talvez” fosse um sucesso. Mas não foi. Então, tudo está passível de desculpa porque foi avisado que “talvez” não desse certo. O “talvez”, talvez seja uma das palavras mais medíocres da língua portuguesa. E o será também em qualquer língua porque ela é um escudo, uma proteção descabida de quem pensa que sabe o que está fazendo e não sabe nada. Uma incrível fuga pelo idioma e que serve para tudo sem que se admita contestação. Isso porque, quem diz “talvez” não disse nada e para ele disse tudo o que era possível. Neste momento, o país vive e viverá um dos mais importantes momentos de sua existência, posto que a cada ano eleitoral as vidas de todos nós estão em jogo. Se os candidatos aos postos importantes estão prontos, realmente não o sabemos. Porque todas as suas propostas têm o sentido do “talvez”. Ninguém é totalmente afirmativo nem totalmente negativo. A dúvida fica a pairar na cabeça dos eleitores com um enorme “talvez” que simplesmente quer dizer nada. Não sei de nada, ninguém disse nada, apenas a esperança de “talvez”. É por isso que, infelizmente repetimos e sempre repetiremos que vivemos mais do que nunca na fantasia do país do “talvez”.

DESTACÔMETRO

O destaque vai para a competente e bonita alagoana, Belle Acioly, filha de Gigi e do saudoso Vasconcellos. Ela que, hoje, vem trabalhando ativamente no estado de São Paulo, como “blogger” e como a boa jornalista que é.

PÍLULAS DO OUVIDOR

Próximo dia 23, sexta-feira, no auditório do TCE-AL, o Grão Mestre da Maçonaria em Alagoas, Otávio Lessa estará comandando uma comemoração pelo dia do Maçon. A solenidade, aberta tem a finalidade de abrir cada vez mais as portas da entidade.

O desmistificar da Maçonaria que, no Brasil acontece desde o século XVII é exatamente para mostrar que todo o mistério que a cercava não tem mais sentido no Brasil moderno. Afinal, ela, a Maçonaria é responsável por grandes atos sociais.

Buscar cada vez mais a participação da sociedade na educação escolar pode e deve ser uma grande meta para os responsáveis por políticas públicas. Criar novas cadeiras, práticas e do dia a dia davida deve realmente estar na cabeça de todos.

Mas que fantástico “imbroglio” essa questão das eleições na Venezuela. O presidente Lula declarou em alto e bom som que “ainda” não aceita o resultado apresentado por Maduro. Ele está certo e ajudar a colocar ordem por lá é dever de todos os sul-americanos.

Próximo dia 28 começam as Paralimpíadas em Paris, a competição voltada para as pessoas com deficiência. O evento, em outros anos tem mostrado que o Brasil sempre se saiu bem e até melhor do que no evento natural e tradicional. Então, vamos torcer por nossos atletas.

A prova inequívoca de que a música atual e já de alguns anos não funciona é a magia que se estabelece quando são divulgadas as das décadas de 70, 80 e 90. E até de décadas anteriores. As melodias repercutem e a magia da música resplandece.

E aí, quando nós dizemos que já não se fazem músicas como antigamente dizem que somos saudosistas e que estamos exagerando. E não é só aqui. É mundo afora e prova disto aconteceu agora nas Olimpíadas quando Celine Dion cantou um clássico fantástico.

Carla Teixeira (foto) é esposa do vice Grão-Mestre da Maconaria em Alagoas, e ela o é também como são denominadas as mulheres, “fraterna” da entidade. Faz parte de um grupo de mulheres que estão fazendo um belo trabalho Social no estado e desmistificando a Maçonaria.

ABRAÇOS IMPRESSOS

Os abraços impressos vão para o dinâmico diretor técnico da Escola de Contas, Perrôneo Tojal e que vem exercendo a função com enorme produtividade e resultados positivos para o Tribunal de Contas de Alagoas. Na foto em entrevista na nossa Rádio Senado Cidadã.

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