“Ouvidor Geral” para o Novo  Primeira Edição de 22-07-2024 –Geraldo Câmara

DO BOLSA-FAMÍLIA AO BOLSA-TRABALHO

Um país como este, de imensas extensões territoriais, de enormes diferenças intelectuais e sociais e obviamente com grandes distorções, campeão de IDHs baixos, sem dúvida teria que ir buscar guarda-chuvas em soluções assistencialistas e o vem fazendo com a inclusão, cada vez maior , das proteções federais, a exemplo do “bolsa-família” que um dia já foi ”bolsa-escola” e, que, numa análise mais profunda é o instrumento de compra de votos mais perfeito e mais oficial que existe, burlando a lei de uma maneira consensual e vertiginosamente ascendente. Ignorar que o povo sofrido deste país precisava de algo como as bolsas para que saíssem do estado de miséria declarada seria ignorar o sofrimento de quem, sem ferramentas e sem orientação, passou por várias gerações coronelistas, daquelas que não tinham a menor intenção de diminuir a miséria, de acabar com a seca ou de erradicar o analfabetismo, todos a serviço do voto que as mantinham oligárquicas e poderosas.

Se os programas sociais dos governos, quer federais, quer estaduais ou municipais, precisam passar por este tipo de assistencialismo, também gostaria de contestar, dizendo que, melhor do que dar o peixe é dar o anzol; melhor do que o dinheiro dado é o dinheiro conquistado e trabalhado, ainda que para isto, o governo incentive o povo a ganha-lo, com honestidade e, sobretudo, com o suor do próprio rosto. Tenham a certeza os meus leitores de que o povo não quer esmola. Absolutamente não deseja ganhar sem que tenha contribuído para o ganho. Se ao povo for dado o prazer de trabalhar, se a ele for dada a oportunidade de produzir e de receber pela sua produção, então este país terá alcançado a verdadeira conquista da igualdade, da distribuição de renda mais efetiva e mais justa.

Nossa proposta está justamente na modificação do assistencialismo praticado através do bolsa-família para o estímulo e o incentivo que podem ser dados através da criação do bolsa-trabalho, uma espécie de financiamento da pequena produção para ser aplicado na criação de micro negócios familiares ou, e isto é o maior objetivo, na capitalização de cooperativas de produção criadas a partir do mapeamento vocacional do país, de cada estado, de cada município. O Bolsa-trabalho seria exatamente o anzol; o instrumento para que se chegue ao peixe sem vergonha, sem esmolarização do sistema, deixando que cada um consiga implementar sua personalidade em um trabalho, por mais simples que ele seja.  Gostaria de lembrar o fator multiplicador que ocorreria quando a dação do Bolsa-Trabalho estivesse atada à concretização de um trabalho efetivo e que viesse por associativismo ou por cooperativismo.

O envolvimento familiar, o envolvimento comunitário, principalmente em estados pobres como é o nosso de Alagoas, sem dúvidas, daria lugar a um novo tipo de produtividade que transformaria a chamada economia informal na aceleração e formalização de um crescimento absolutamente palpável e com fixação maior do homem ao seu local de origem. Que não estejamos ligados, nós enquanto estado de Alagoas, às ações federais para podermos colocar em prática o nosso projeto de incentivo à geração de trabalho e não mais somente à geração de emprego. Porque, a partir de projetos estaduais e municipais também podemos chegar à liberação de verbas capazes de nos fazer criar o nosso Bolsa-Trabalho e servirmos de exemplo para toda a federação. Na verdade, precisamos, enquanto brasileiros e em especial alagoanos, levantarmos bandeiras de mudanças que sejam significativas para a transformação das empoeiradas noções que se tem dos deveres do estado. Deveres que vão muito além do terrível assistencialismo e que precisam urgentemente romper barreiras e preconceitos e criar novos conceitos na área social.     

DESTACÔMETRO

O destaque vai para uma pessoa que sempre foi destaque no Tribunal de Contas, Michelle Araújo e que agora vai emprestar sua competência na diretoria de Planejamento daquela casa com sucesso garantido, sem dúvida.

PÍLULAS DO OUVIDOR

O número de cidadãos brasileiros analfabetos aptos a votar nas eleições municipais de 2024 é de 5,5 milhões, representando 3,57% do eleitorado total de 155,9 milhões de pessoas. (informe do Cada Minuto)

O Jornal Nacional deste sábado (20) mostrou que pesquisadores da USP e Unicamp identificaram a presença de nitazeno em drogas sintéticas, as chamadas drogas K, vendidas em São Paulo. A substância tem um poder devastador no usuário.

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou até 11 de setembro a suspensão do processo que trata da desoneração de impostos sobre a folha de pagamento de 17 setores da economia e de determinados municípios até 2027.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não tem motivos para ter desavenças com a Venezuela, Nicarágua e Argentina, bem como não há razões para interferir no processo das eleições de outros países.

A 16ª rodada da Série B do Brasileiro teve prosseguimento neste sábado (20) e, no período da tarde, o CRB entrou em campo e, nos acréscimos, venceu o Ituano, por 1 a 0. O embate entre os dois Galos foi disputado no Estádio Rei Pelé, em Maceió.

O gol do confronto foi assinalado por Gegê, nos acréscimos, exatamente aos 48min, fazendo um golaço e levantando a torcida regatiana no Rei Pelé! O bom mesmo é que o CRB saiu daquela zona de perigo e já está pronto a lutar por mais.

A Microsoft informou neste que o apagão tecnológico que afetou diversos setores ao redor do mundo prejudicou 8,5 milhões de máquinas com o Windows, software fabricado pela Microsoft.

Essa jovem competente, Maria Luiza  Machado (foto) é a profissional do IPLAN que está à frente da coordenação do novo, tomara que saia, Plano Diretor da Cidade de Maceió, há vinte anos sem modificação. Malu parece saber onde tem o nariz.

ABRAÇOS IMPRESSOS

Os abraços impressos vão para uma figura extraordinária que faz a alegria de todos nós. Marlon Rossi, um artista irrepreensível e que faz sempre falta com sua verve e alegria contagiantes.

Deixe um comentário