Ouvidor Geral 12-06-2023

“Ouvidor Geral” para o jornal Primeira Edição de 12-06-2023 – Geraldo Câmara

DO BOLSA-FAMÍLIA AO BOLSA-TRABALHO

                Um país como este, de imensas extensões territoriais, de enormes diferenças intelectuais e sociais e obviamente com grandes distorções, campeão de IDHs baixos, sem dúvida teria que ir buscar guarda-chuvas em soluções assistencialistas e o vem fazendo com a inclusão, cada vez maior , das proteções federais, a exemplo do “bolsa-família” que um dia já foi ”bolsa-escola”, já passou por Auxílio Brasil e, que, numa análise mais profunda é o instrumento de compra de votos mais perfeito e mais oficial que existe, burlando a lei de uma maneira consensual e vertiginosamente ascendente. Ignorar que o povo sofrido deste país precisava de algo como as bolsas para que saíssem do estado de miséria declarada seria ignorar o sofrimento de quem, sem ferramentas e sem orientação, passou por várias gerações coronelistas, daquelas que não tinham a menor intenção de diminuir a miséria, de acabar com a seca ou de erradicar o analfabetismo, todos a serviço do voto que as mantinham oligárquicas e poderosas. Se os programas sociais dos governos, quer federais, quer estaduais ou municipais, precisam passar por este tipo de assistencialismo, também gostaria de contestar, dizendo que, melhor do que dar o peixe é dar o anzol; melhor do que o dinheiro dado é o dinheiro conquistado e trabalhado, ainda que para isto, o governo incentive o povo a ganha-lo, com honestidade e, sobretudo, com o suor do próprio rosto. Tenham a certeza os meus leitores de que o povo não quer esmola. Absolutamente não deseja ganhar sem que tenha contribuído para o ganho. Se ao povo for dado o prazer de trabalhar, se a ele for dada a oportunidade de produzir e de receber pela sua produção, então este país terá alcançado a verdadeira conquista da igualdade, da distribuição de renda mais efetiva e mais justa. Nossa proposta está justamente na modificação do assistencialismo praticado através do bolsa-família para o estímulo e o incentivo que podem ser dados através da criação do bolsa-trabalho, uma espécie de financiamento da pequena produção para ser aplicado na  criação de micro negócios familiares ou, e isto é o maior objetivo, na capitalização de cooperativas de produção criadas a partir do mapeamento vocacional do país, de cada estado, de cada município. O Bolsa-trabalho seria exatamente o anzol; o instrumento para que se chegue ao peixe sem vergonha, sem esmolarização do sistema, deixando que cada um consiga implementar sua personalidade em um trabalho, por mais simples que ele seja.  Gostaria de lembrar o fator multiplicador que ocorreria quando a dação do Bolsa-Trabalho estivesse atada à concretização de um trabalho efetivo e que viesse por associativismo ou por cooperativismo. O envolvimento familiar, o envolvimento comunitário, principalmente em estados pobres como é o nosso de Alagoas, sem dúvidas, daria lugar a um novo tipo de produtividade que transformaria a chamada economia informal na aceleração e formalização de um crescimento absolutamente palpável e com fixação maior do homem ao seu local de origem. Que não estejamos ligados, nós enquanto estado de Alagoas, às ações  federais para podermos colocar em prática o nosso projeto de incentivo à geração de trabalho e não mais somente à geração de emprego. Porque, a partir de projetos estaduais e municipais também podemos chegar à liberação de verbas capazes de nos fazer criar o nosso Bolsa-Trabalho e servirmos de exemplo para toda a federação. Na verdade, precisamos, enquanto brasileiros e em especial alagoanos, levantarmos bandeiras de mudanças que sejam significativas para a transformação das empoeiradas noções que se tem dos deveres do estado. Deveres que vão muito além do terrível assistencialismo e que precisam urgentemente romper barreiras e preconceitos e criar novos conceitos na área social.     

DESTACÔMETRO

          O destaque vai para Otávio Lessa que, a par de suas funções de vice-presidente do TCE-A será empossado, próximo dia 17 como Grão Mestre da Maçonaria em Alagoas. Importantíssimo, sobretudo para quem sabe e gosta de fazer o bem. Parabéns, amigo!

PÍLULAS DO OUVIDOR

Essa virose, ou gripe, sei lá o que, quem sabe, até a insistente CoronaVirus continua atacando a gregos e troianos. Se sou grego ou troiano, não interessa, se foi gripe ou não, também não sei, mas que me pegou de jeito, lá isso pegou.

Uma crise enorme de catarro preso, de dificuldade para respirar, um negócio que não parava de jeito algum. Tive que recorrer ao hospital e fui medicado e ainda estou sendo como de há muito não me acontecia.

Conto isso só para lembrar aos céticos como eu que é preciso estar atento a todos os sinais de doença porque a coisa anda feio por aí afora e é preciso que os médicos sejam consultados e que os devidos cuidados sejam tomados.

Por falta de vacina ninguém fica doente porque elas existem. Eu mesmo tomei todas, inclusive da gripe e fui atacado. Com certeza com menor gravidade do que se estivesse sem elas.

Esta semana será de muito trabalho preparando palestra que farei em Cuiabá na apresentação de “Boas Práticas” dos Tribunais de Contas e onde o de Alagoas está com duas boas delas: A TV Cidadã e o projeto Sede de Aprender. Depois eu conto.

A TV Cidadã é um conjunto que exigiu poder de decisão, muito trabalho técnico e a posteriori muito trabalho na evolução da programação. Depois, a viabilização, a assinatura de diversos convênios, a postura do telespectador e tudo o mais.

Uma operação realizada pela meio da Polícia Militar resultou na autuação de uma grande indústria do ramo de laticínio, pelo crime de furto de energia. Deflagrada no município de Palmeira dos Índios, a operação foi nomeada de “Gato Dourado 

A indústria estava desligada desde 2019 e, durante a inspeção, foi constatado que havia uma rede trifásica, com transformador de 15kVA, instalado e conectado à rede elétrica da Equatorial, sem passar pelo equipamento de medição.

 O presidente da SEMARH, Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Gino César (foto) nos informa que será inaugurado o Laboratório de Clima que, em primeira mão no país dará as condições de tempo no estado de Alagoas a cada 10 minutos. Fantástico!

ABRAÇOS IMPRESSOS

            

Os abraços impressos vão para uma pessoa que admiro profundamente, mas que não vejo há algum tempo. O historiador e vice-presidente do CESMAC, Douglas Apratto, alguém de uma profundidade de conhecimentos simple

Deixe um comentário